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segunda-feira, 31 de março de 2014

Conhecendo o Acre


O Estado do Acre está situado no extremo oeste do Brasil, ocupando 4% da Amazônia Brasileira, constituindo-se no portão de entrada no Brasil pela Amazônia Ocidental. Faz fronteira com o Peru e Bolívia e representa o território promissor para uma integração não só física, mas econômica e cultural entre Brasil e os países sul americanos. No Brasil, o Acre faz divisa com os estados do Amazonas e Rondônia. A importância estratégica do Acre pode ser observada com o seguinte cálculo: num raio de 750 quilômetros em torno dos limites do Estado vivem 30 milhões de pessoas. Só na Amazônia brasileira são 24 milhões.  O Acre está mais próximo de Lima e La Paz, capitais do Peru e Bolívia, que de Brasília, podendo exercer um papel destacado com a conclusão da Rodovia Interoceânica, abrindo caminho para o oeste da América do Norte e países asiáticos.
Com 164.221 km², o Acre possui  florestas primárias em 88% de seu território. E 47% são constituídos de terras protegidas por lei, as chamadas unidades de conservação e as terras indígenas. A população acreana, segundo o IBGE, totaliza 733.559 habitantes, distribuídos nos seus 22 municípios. A maior concentração é na capital, Rio Branco, com aproximadamente metade da população do Estado. Depois, vem Cruzeiro do Sul, com 10% dos acreanos, na divisa com o Amazonas, a 48 quilômetros da Capital. As características geográficas do Estado do Acre favorecem situações de isolamento de centenas de comunidades, vilas e até de cidades. Seus rios correm paralelamente, de sudoeste para nordeste, em direção ao Amazonas, dificultando a ligação entre municípios situados em vales diferentes por via fluvial.
Duas grandes rodovias integram o estado. A BR 364, que liga o Acre aos demais estados brasileiros, passando por Rio Branco e terminando em Cruzeiro do Sul, depois de atravessar o Acre de ponta a ponta. E a BR 317, que sai de Boca do , na margem do Rio Purus, já no Estado do Amazonas, e chega até a fronteira com o Peru e a Bolívia. No trecho final, entre Brasiléia e Assis Brasil, a estrada recebe o nome de Estrada do Pacífico porque faz a ligação com a Rodovia Transoceânica, no Peru. O clima acreano é quente e úmido e tem apenas duas estações. O inverno amazônico é de chuvas e chega a durar oito meses por ano. No verão, as chuvas dão uma trégua durante mais ou menos quatro meses, de junho a setembro. Neste curto período, ocorrem as friagens, que dura de dois a cinco dias, no máximo, e a temperatura pode chegar a 8 graus. Fora estas raras exceções, tanto na estação das chuvas como na estiagem, a temperatura média varia entre 24,5 e 38 graus.
O Acre tem 22 municípios, que começaram a surgir a partir de 1877. Todos nasceram como seringais, às vezes nas sedes de seringais, que também funcionavam como centros comerciais. Depois viraram povoados, mais tarde vilas e núcleos urbanos oficialmente transformados em municípios em diferentes datas. Os mais antigos são Rio Branco, a capital, Xapuri, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá, Brasiléia, Feijó. Em 1976, foram oficialmente instalados os municípios de Senador Guiomard, Assis Brasil, Mâncio Lima, Plácido de Castro e Manuel Urbano. Os mais recentes são de 1992, quando foram desmembrados de outros municípios, dos quais eram distritos ou vilas. São eles: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Porto Acre, Rodrigues Alves e Santa Rosa.
Desde 1999, está em curso um projeto para tornar o Acre berço de uma sociedade sustentável, com uma economia de baixo carbono e de alta inclusão social. Em todos os municípios acreanos -nas cidades da floresta- o trabalho é intenso e árduo para que o Acre possa fazer um encontro entre suas raízes, suas tradições e sua vocação florestal, com a mais avançada base de conhecimento e novas tecnologias. E o mais importante: Mesmo nos lugares mais distantes e isolados, os moradores do Acre sabem que é hora de construir as bases da nova economia - justa e limpa.  E estão mobilizados para esta tarefa.
A moderna economia sustentável em prática no Acre conduz o Estado para se tornar um pólo de desenvolvimento em localização estratégica para a política de integração com o Peru e, de lá, a partir dos portos do Pacífico, ganhar o mundo.
Neste processo, cada município acreano tem um papel a desempenhar, conforme suas características socioambientais, seus costumes e cultura, suas aptidões econômicas tão bem estudadas e pactuadas no Zoneamento Ecológico e Econômico do Acre, a partir de 1999.
Em cada lugarzinho do Acre, por mais distante que seja, uma traço comum: gente com força para trabalhar e que recebe cada dia com sorriso largo porque, acima de tudo, o povo acreano é alegre, festeiro e solidário.

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